“A recuperação do Teatro Leopoldo Fróes não é apenas uma boa notícia — é uma decisão que carrega peso histórico, cultural e social para a cidade de Niterói. Fechado há décadas e marcado pelo abandono, sua reabertura representa mais do que a recuperação de um prédio: é o resgate de um espaço que já foi um dos mais importantes polos de produção artística do Estado do Rio de Janeiro”, disse o jornalista e diretor de teatro, Mario Sousa.
Niterói é uma das cidades culturais mais ativas do país. São milhares de profissionais ligados ao teatro, à música e às artes em geral, além de dezenas de grupos e companhias de teatro em plena atividade. Estima-se cerca de 3 mil trabalhadores ligados ao teatro. Apesar dessa vitalidade cultural, a cidade carece de um espaço, prioritariamente, para atender a classe artística da cidade. A reativação do Leopoldo Fróes é um passo decisivo nessa direção.
A história do teatro começa com a doação do terreno na Praça da República, em 1947, do Estado do Rio de Janeiro para a Arquidiocese de Niterói, para ali funcionar um Centro Social e Assistencial da Igreja. A mudança começou, no início da década de 60, quando a Associação Recreativa Comércio e Navegação, do Sindicato dos Marítimos e Operários Navais arrendou o imóvel e transformou no Teatro Alvorada.
Com direção de Albino Santos, metalúrgico e desenhista, o local foi palco de reuniões sindicais e apresentações culturais. A intensa movimentação artística e social incomodou os órgãos de repressão da época da Ditadura Militar. Albino acabou suspenso do estaleiro, onde trabalhava e, em 1973, o teatro foi fechado pelo DOPS. Uma década de grande movimentação no Alvorada.